O Brasil atravessa um momento importante de debates que impactam diretamente o desenvolvimento das cidades, a geração de empregos e a dinâmica do comércio. Nesse cenário, a Anamaco segue acompanhando de perto as agendas que influenciam o presente e o futuro do setor de material de construção.
Nas últimas semanas, estivemos presentes na 6ª Conferência Nacional das Cidades, um espaço fundamental para discutir planejamento urbano, habitação e desenvolvimento sustentável. A participação do nosso setor nesse debate é estratégica, porque o material de construção está diretamente ligado à melhoria das condições de moradia, ao crescimento econômico e à qualidade de vida da população.
Quero fazer aqui um reconhecimento especial à comitiva formada por representantes de diversas Acomacs e lojistas de todo o país, que estiveram presentes na conferência. A participação ativa desse grupo demonstrou, na prática, a força do nosso associativismo. Mais do que presenças individuais, vimos ali o Sistema Anamaco atuando de forma integrada, com dirigentes, empresários e representantes do setor contribuindo para o diálogo nacional sobre o futuro das cidades brasileiras. Esse protagonismo institucional mostra que o varejo de material de construção está cada vez mais organizado e preparado para participar das grandes discussões que moldam o desenvolvimento do país.
Reforma Casa Brasil e o impacto na cadeia da construção
Outro tema que estamos acompanhando de perto são as discussões sobre aprimoramentos no Programa Reforma Casa Brasil. Ao facilitar o acesso das famílias à reforma e ampliação de suas casas, estimulam a geração de empregos, movimentam o comércio local e fortalecem toda a cadeia produtiva da construção.
Para o varejo de material de construção, iniciativas como essa representam não apenas oportunidades de crescimento, mas também uma forma concreta de contribuir para reduzir o déficit habitacional qualitativo no país. Por isso, a Anamaco acompanha ativamente as discussões e contribui para que o programa evolua com mecanismos cada vez mais eficientes e acessíveis à população.
O debate responsável sobre jornada de trabalho
Outro tema relevante no cenário nacional é o debate sobre a jornada de trabalho, incluindo propostas relacionadas ao modelo 6×1. O país enfrenta desafios importantes, como escassez de mão de obra qualificada em diversos setores e dificuldades relatadas por empresas para preencher vagas. Por isso, o setor produtivo tem defendido que o debate sobre a jornada de trabalho seja conduzido com base técnica, diálogo e responsabilidade institucional, considerando pontos essenciais como: preservação do emprego formal, aumento da produtividade, respeito às diferenças entre setores e valorização da negociação coletiva.
Nesse contexto, a Anamaco é uma das entidades signatárias do “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”, documento construído por diversas organizações representativas do setor produtivo que defendem que mudanças estruturais no tema sejam discutidas com profundidade técnica, análise de impactos e amplo diálogo entre trabalhadores, empresas e poder público.
O manifesto reforça que a modernização das relações de trabalho precisa buscar equilíbrio entre qualidade de vida, produtividade e preservação do emprego formal, evitando que alterações precipitadas possam gerar efeitos indesejados sobre a economia e o mercado de trabalho. Para conhecer o documento completo, acesse o Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil.
Uma agenda permanente de diálogo
A Anamaco continuará atuando de forma ativa nesses debates, acompanhando as discussões no Congresso Nacional, participando de fóruns institucionais e colaborando com propostas que fortaleçam o ambiente de negócios no Brasil. Nosso compromisso é trabalhar para que o varejo de material de construção tenha voz nas decisões que impactam o país.
Quando o setor participa do diálogo nacional de forma organizada por meio do Sistema Anamaco, Fecomacs e Acomacs, ampliamos nossa capacidade de contribuir para políticas públicas mais equilibradas e eficazes.
Cassio Tucunduva
Presidente da Anamaco
