Por Cassio Tucunduva, presidente da Anamaco
O varejo de material de construção está presente em praticamente todos os municípios brasileiros. Trata-se de um setor que acompanha o desenvolvimento das cidades, sustenta o dia a dia das obras e reformas e tem papel direto na movimentação da economia local.
Os dados mais recentes do levantamento Análise do Varejo de Material de Construção, elaborado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, ajudam a dimensionar essa realidade e reforçam a estrutura do setor no país.
O Brasil conta com 160.627 lojas varejistas de material de construção em 2025, número 1,04% superior ao registrado em 2024, segundo dados da RAIS. Esse crescimento moderado evidencia um setor que se mantém ativo e presente mesmo em um ambiente econômico desafiador.
Em 2025, o varejo de material de construção movimentou R$ 238,9 bilhões. Esse volume reforça a importância do segmento na economia brasileira e sua ligação direta com a atividade da construção civil em todas as regiões do país.
O setor é marcado por uma estrutura altamente pulverizada, com forte presença local e grande dependência da relação direta com o cliente. A venda presencial segue como um dos pilares centrais e convive com uma presença digital cada vez mais relevante entre os lojistas.
O Sudeste ainda concentra 45,7% das lojas do país, mas esse dado não traduz toda a dinâmica do setor. Entre 2006 e 2025, regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste ampliaram sua participação, acompanhando o movimento de crescimento econômico e interiorização das atividades comerciais no Brasil.
Quando se observa a estrutura das empresas, o retrato é ainda mais claro. O estudo mostra que 69,5% das lojas têm até quatro funcionários, o que representa cerca de 111.570 estabelecimentos. O setor é sustentado majoritariamente por pequenos negócios, em grande parte familiares, com forte vínculo com as comunidades onde atuam.
Esse perfil se reflete também no mercado de trabalho. O setor encerrou 2025 com 808.631 trabalhadores com vínculo ativo, segundo dados da RAIS/CAGED, com média de 5,03 funcionários por loja. Trata-se de um segmento com grande capacidade de geração de empregos e renda em todo o país.
O trabalho realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco é fundamental para dar visibilidade a essa realidade. O estudo permite uma leitura mais precisa do setor e contribui para qualificar o entendimento sobre sua estrutura e seus desafios.
Os dados reforçam um setor forte na base, amplamente distribuído no território nacional e sustentado pela força dos pequenos negócios que movimentam diariamente o varejo brasileiro e nosso papel fundamental na defesa de cada lojista e colaborador deste segmento tão relevante.
