Um encontro para discutir os caminhos do Brasil e as prioridades do varejo

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Por Cássio Tucunduva, presidente Sistema Anamaco

No dia 18 de agosto, a partir das 9h, o Sistema Anamaco estará em Brasília para o Encontro com os Presidenciáveis, iniciativa promovida pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), entidade da qual fazemos parte. Até o fechamento deste artigo, o evento havia confirmada a participação dos candidatos Augusto Cury, Flavio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema. A programação é voltada à apresentação de ideias, propostas e discussões sobre os desafios e as oportunidades para o setor de comércios de serviços do Brasil.

Para a Anamaco, estar nesse espaço é uma chance de apresentar demandas do varejo de material de construção e colocar as prioridades dos lojistas em uma discussão que precisa considerar quem empreende, gera empregos e movimenta a economia em todo o país.

Estarei presente ao lado de uma comitiva da Anamaco formada por Julio João Pereira, presidente executivo; Adriano Montanari e Siomara Damasceno, vice-presidentes; Rafael Gipiela, Aleixo Luiz Panek, Marcelo Valenciano, Carlos Aguiar, Mateus Carvalho, Cirlene Martins, Eleni Costa, Ana Ferola, Yara Prado, Claudio Pacheco, Irma Fernandes, André Silva, Raquel Cardoso, Dinamá Pinheiro, Wesley Domingos Rocha, Luiz Augusto Gonçalves Barbosa e Mariana Rocha Aguiar Borges, diretores de Acomacs; e Cibelle Albuquerque, executiva.

Essa participação conjunta representa a dimensão da nossa atuação e o compromisso de levar ao debate as necessidades de um setor formado por milhares de empresas, com presença em municípios de todo o Brasil.

As prioridades que estamos levando ao debate

A Anamaco participa, junto à Unecs, de um manifesto com demandas do comércio e dos serviços, que inclui reivindicações específicas do varejo de material de construção. A reforma tributária e a redução da carga tributária estão entre os principais pontos.

Precisamos de um sistema mais simples, com menos obrigações acessórias, regras claras e estabilidade para que os empresários consigam planejar seus negócios. Também defendemos o fortalecimento e a ampliação do Simples Nacional, além da atualização dos limites do Simples Nacional e do Lucro Presumido.

O acesso ao crédito é outra questão que merece atenção. As micro e pequenas empresas precisam de taxas e prazos compatíveis com sua realidade e de processos menos burocráticos.

Entre as propostas estão a redução estrutural dos juros, a ampliação dos fundos garantidores, o uso de estoque e recebíveis como garantias e o fortalecimento do Pronampe.

Também precisamos avançar na segurança jurídica e na desburocratização. Legislações tributárias, trabalhistas, regulatórias e de consumo mais previsíveis dão às empresas melhores condições para investir e crescer. Da mesma forma, processos de abertura, alteração e fechamento de empresas podem ser simplificados, com menos documentos, cadastros e procedimentos duplicados.

Concorrência justa é condição para o varejo formal

O comércio ilegal, o contrabando, a pirataria e a comercialização de produtos irregulares prejudicam empresas que cumprem suas obrigações e seguem as regras estabelecidas. Por isso, o manifesto também apresenta propostas para ampliar a fiscalização de marketplaces e combater práticas que geram concorrência desleal.

Essa é uma questão que afeta diretamente o lojista de material de construção e que precisa fazer parte das políticas públicas voltadas ao comércio.

Tecnologia e segurança também estão na agenda

A transformação tecnológica do varejo exige que as pequenas empresas tenham acesso às ferramentas que já estão mudando a forma de vender, administrar estoques, analisar informações e se relacionar com os consumidores.

Por isso, defendemos a capacitação de empresários e colaboradores para o uso de tecnologias digitais, comércio eletrônico, análise de dados e inteligência artificial, além da ampliação do acesso das pequenas empresas a essas soluções. Entre as propostas está também a criação de um Programa Nacional Varejo 4.0.

A segurança é outro desafio. O comércio precisa de maior policiamento em áreas comerciais, investimentos em videomonitoramento e iluminação pública, além de ações contra o roubo de cargas. Também precisamos avançar no combate às fraudes em cartões, Pix e outros meios de pagamento e fortalecer a cibersegurança de empresas e consumidores.

Participar do debate é representar o lojista

A presença da Anamaco no Encontro com os Presidenciáveis tem um propósito muito claro: levar a realidade do varejo de material de construção para uma discussão que pode influenciar os próximos anos do país.

Temos uma agenda construída a partir das necessidades de quem está no dia a dia das lojas e conhece os desafios de empreender. Tributação, crédito, segurança jurídica, burocracia, relações de trabalho, logística, concorrência, tecnologia e segurança não são temas distantes. Eles fazem parte das decisões que os lojistas precisam tomar todos os dias.

Por isso, estar nesse encontro também significa abrir espaço para apresentar essas demandas, ouvir diferentes propostas e defender condições que permitam ao varejo continuar investindo, gerando empregos e movimentando a economia local.

É com essa responsabilidade que participaremos do encontro da Unecs e seguiremos trabalhando para que as pautas do varejo de material de construção tenham espaço nas discussões sobre os caminhos do Brasil.

O Encontro com os Presidenciáveis será realizado no dia 18 de agosto, a partir das 9h, com transmissão pela internet.

Assista à transmissão:
https://www.youtube.com/watch?v=CDV0o7tfM7c

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