À medida que entramos na reta final de novembro, o setor de material de construção acompanha com atenção dois movimentos importantes para o varejo: a chegada do 13º salário e o avanço do Programa Reforma Casa Brasil, que já começa a gerar impacto direto nas lojas de todo o país.
Tradicionalmente, dezembro é um mês em que as famílias realizam pequenas e médias reformas, buscam manutenção preventiva ou querem preparar a casa para as festas de fim de ano. Em 2025, esse comportamento ganha uma força adicional com a política de crédito anunciada pelo Governo Federal e operacionalizada pela Caixa Econômica Federal, que proporciona ao consumidor condições facilitadas para investir em melhorias habitacionais.
Mas não posso deixar de reconhecer que 2025 foi um ano muito difícil para os lojistas. Em muitas das nossas pesquisas, observamos um fenômeno preocupante: aumentaram as vendas, aumentou o fluxo de clientes – mas caiu o faturamento. Ou seja: vendemos mais, porém com margens menores, pressionados pelos custos, pela concorrência e pela redução da lucratividade. Esse cenário exige de todos nós ainda mais resiliência, planejamento e união. E reforça a importância de termos políticas públicas que ajudem a equilibrar o jogo e tragam previsibilidade para o varejo.
Por isso, vejo o Reforma Casa Brasil como um alento. Ele chega para impulsionar as vendas, gerar oportunidades e, principalmente, reacender a confiança do consumidor. Minha expectativa é que dezembro corresponda com um movimento mais forte e ajude o varejo a fechar o ano com um pouco mais de fôlego.
Seguirei acompanhando de perto as discussões e trabalhando, junto à Anamaco, às Acomacs e aos nossos parceiros, para que esse programa alcance todo o seu potencial e traga resultados reais para a ponta, para quem está no balcão, para quem emprega e para quem mantém o setor vivo todos os dias.
Que possamos encerrar o ano com esperança renovada e preparados para um ciclo melhor em 2026.
Cassio Tucunduva
Presidente da Anamaco
