Desafios do Programa Reforma Casa Brasil: Sistema Anamaco em ação para resultados concretos

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Seguimos trabalhando de forma firme e responsável para que o Programa Reforma Casa Brasil cumpra, de fato, o seu papel. O Sistema Anamaco esteve presente em importantes espaços de diálogo institucional e, em todos eles, levamos essa pauta, porque, na prática, o programa não recuou, mas também não foi para a frente como deveria.

Durante o seminário realizado na FEICON 2026, tivemos a oportunidade de tratar diretamente do tema com representantes da Caixa Econômica Federal, em especial no debate com a gerente nacional de Habitação, Andressa Schilahta de Magalhães. Na ocasião, reforçamos a importância de ampliar o crédito para reformas, reduzir juros e facilitar o acesso das famílias aos recursos — medidas fundamentais para estimular a melhoria habitacional no País.

Fiz questão de destacar, de forma objetiva, a preocupação do setor: se dividirmos os valores disponibilizados, chegamos a pouco mais de R$ 1.200 por loja. É um valor muito baixo. O programa, na prática, não avançou como deveria.

Reconhecemos o papel da Caixa como agente operador, mas também reforçamos a necessidade de intermediação junto ao Governo Federal para que ajustes estruturais sejam feitos. Nosso pedido é claro: é preciso transformar o programa em uma ferramenta efetiva de estímulo ao consumo, à melhoria habitacional e à geração de empregos.

Seguimos avançando também no diálogo direto com o Governo Federal. Em Brasília, participamos de um encontro com o ministro das Cidades, Antonio Vladimir Moura Lima, e sua equipe, levando contribuições objetivas para o aprimoramento do Programa Reforma Casa Brasil. As propostas apresentadas pelo Sistema Anamaco têm como foco tornar o programa mais eficiente, produtivo e alinhado às necessidades do setor e da população.

O diálogo foi positivo e as sugestões foram bem recebidas, com a sinalização de construção conjunta de soluções nos próximos passos. É esse caminho que defendemos: diálogo institucional com foco em resultados concretos para o setor de material de construção e para quem realmente precisa melhorar sua moradia.

Apresentamos sugestões práticas e necessárias. Entre elas, a garantia de que os recursos sejam efetivamente direcionados à compra de material de construção, com nota fiscal. Essa é uma preocupação real: é preciso assegurar que o recurso cumpra sua finalidade, evitando que seja utilizado para outros fins que não a melhoria habitacional.

Também defendemos condições mais acessíveis, com prazos adequados e juros compatíveis com a realidade do consumidor brasileiro. O que está em jogo vai além de números. Eu também sou proprietário de loja de material de construção, atendo clientes diariamente e sei exatamente do que estou falando. Dois por cento de juros ao mês tornam o acesso ao crédito inviável para grande parte da população.
Estamos falando de um setor que representa cerca de 6% da economia nacional, que gera milhões de empregos diretos e indiretos e que está diretamente conectado à qualidade de vida da população. Quando o crédito não chega de forma eficiente, toda essa cadeia sente.

O varejo e a indústria do setor de material de construção, no primeiro semestre deste ano, já sentem os reflexos desse cenário. Dados do próprio setor mostram que não houve crescimento no volume de vendas, nem em valores nem em quantidade, em comparação ao mesmo período do ano passado. Estamos passando por dificuldades e precisamos de medidas efetivas que ajudem a destravar o consumo e dar fôlego às nossas lojas.

Por isso, seguimos defendendo junto ao Governo Federal — inclusive junto à vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães — condições mais adequadas, como juros zero ou reduzidos, carência para início do pagamento e prazos mais longos. Hoje, o que vemos é um barramento de crédito: com taxas elevadas, o acesso fica limitado e o programa perde sua efetividade.

É importante reconhecer que houve avanços recentes, como a ampliação do crédito. Isso demonstra que o diálogo institucional funciona e que o setor está sendo ouvido. Mas também é nosso papel continuar presentes, atuantes e firmes na defesa de melhorias.

Seguiremos levando essa pauta a todos os espaços possíveis, com responsabilidade, dados concretos e compromisso com resultados. Porque o Reforma Casa Brasil precisa ganhar mais força, mais alcance e mais efetividade. E o Sistema Anamaco seguirá fazendo a sua parte para que isso aconteça.

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