O momento do setor: equilíbrio, atenção e visão de futuro

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Tenho acompanhado com atenção temas que impactam diretamente a rotina do varejo de material de construção e que exigem do setor uma postura firme, propositiva e, acima de tudo, realista. Entre eles, destaco a discussão sobre a atualização do teto do Simples Nacional, a pressão provocada pela alta dos combustíveis e a expectativa positiva em torno da FEICON 2026, que será realizada de 7 a 10 de abril, no São Paulo Expo.

A aprovação da urgência, pela Câmara dos Deputados, do projeto que amplia os limites de faturamento do Simples Nacional recoloca no centro do debate uma pauta antiga e necessária para milhares de empresas brasileiras. A proposta eleva o teto do MEI para R$ 144,9 mil, o de microempresa para R$ 869,4 mil e o de empresa de pequeno porte para R$ 8,69 milhões, com atualização anual pela inflação. Entendo que essa discussão é essencial porque o atual modelo, há muito defasado, acaba criando um efeito perverso: penaliza justamente quem cresce, gera emprego e movimenta a economia. Para o varejo de material de construção, defender um ambiente tributário mais compatível com a realidade das empresas é defender competitividade, segurança e estímulo ao desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, seguimos atentos à alta dos combustíveis e às incertezas que cercam o abastecimento e a formação de preços. O Sindicom alertou o governo federal para riscos ao abastecimento nacional, mencionando aumento relevante da demanda, cortes nas cotas de fornecimento e cancelamento de leilões de diesel e gasolina. Quando somamos esse cenário às tensões internacionais e aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo, fica evidente que a previsibilidade continua sendo um dos ativos mais importantes para quem produz, distribui e vende no Brasil. No nosso setor, esse impacto é direto: encarece o frete, pressiona a logística, afeta margens e exige ainda mais eficiência na gestão.

Mesmo diante desses desafios, sigo convicto de que o setor encontra nas grandes agendas de relacionamento e negócios uma oportunidade concreta de reação, atualização e fortalecimento.

É por isso que vejo a FEICON 2026, de 7 a 10 de abril, como um momento especialmente relevante. A feira reúne as principais marcas, tecnologias, soluções e lideranças do mercado, consolidando-se como um ambiente estratégico para gerar conexões, conhecer tendências e abrir novas frentes de negócio. O Sistema Anamaco, como Parceiro Institucional, estará presente e se reunirá em seu espaço na feira, reforçando esse papel de integração e proximidade com lojistas, parceiros e representantes de todo o Brasil.

Além disso, a programação da FEICON já traz uma agenda importante de debates. Entre os destaques está o seminário “Competitividade no Varejo da Construção: desafios e propostas”, promovido pelo Sistema Anamaco em parceria com a ABRAMAT, reforçando que a feira não é apenas vitrine de produtos, mas também espaço de reflexão sobre os caminhos do setor. É justamente essa combinação entre conteúdo, relacionamento e negócios que faz da FEICON um encontro tão estratégico para o presente e para o futuro do varejo de material de construção.

Acredito que o momento exige mobilização, presença institucional e capacidade de antecipação. O varejo de material de construção precisa continuar defendendo pautas que favoreçam o crescimento sustentável das empresas, acompanhando com responsabilidade os impactos econômicos que afetam a operação e, ao mesmo tempo, aproveitando os espaços certos para se atualizar e fazer negócios. É assim que seguimos fortalecendo o setor: com diálogo, união e visão de futuro.

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