O Sistema Anamaco vive um momento importante de amadurecimento institucional. Um ciclo marcado pela construção coletiva, pelo fortalecimento da governança e, principalmente, pela consolidação de uma gestão que deixa para trás o personalismo e avança para um modelo verdadeiramente compartilhado.
Tenho dito, sempre que sou questionado, que hoje ninguém “manda” sozinho na Anamaco. Quem conduz a entidade são seus órgãos legítimos: o Conselho Deliberativo, o Conselho Diretor e a Assembleia, sempre com foco no lojista de material de construção a quem representamos. Nosso papel, enquanto gestão executiva, é coordenar, articular e dar fluidez às decisões construídas de forma conjunta. Esse modelo tira o foco das pessoas e coloca o foco na instituição – e isso faz toda a diferença para a perenidade da Anamaco.
Ao adotar uma gestão horizontal e compartilhada, a Anamaco avança no sentido de ser uma entidade cada vez mais plural. O que antes era um modelo concentrado, hoje se transforma em uma estrutura aberta, participativa e institucional.
Essa mudança não é apenas conceitual – ela se reflete na prática. Acomacs e lojistas participam ativamente da construção das pautas, das estratégias e das prioridades da entidade. Esse é um caminho sem volta e absolutamente necessário para representar um setor tão diverso e estratégico como o nosso.
A criação dos comitês dentro do Sistema Anamaco é um dos pilares dessa nova fase. Eles permitem aprofundar discussões técnicas, ouvir diferentes visões e construir soluções mais alinhadas à realidade do varejo de material de construção.
Sistema Anamaco como instrumento de integração entre indústria, varejo e qualidade
É nos comitês que Acomacs, lojistas, entidades parceiras e representantes do setor produtivo têm vez e voz. Esse ambiente de troca qualificada fortalece decisões, amplia a representatividade e garante que as ações da Anamaco reflitam, de fato, os interesses do setor como um todo.
Outro ponto fundamental dessa construção coletiva no Sistema Anamaco são as parcerias estratégicas. Em 2026, vamos intensificar ainda mais a atuação conjunta com o Sebrae, a Feicon, a UNECS, a ABRAMAT e a Caixa Econômica Federal, entre outras.
Essas parcerias são essenciais para dar sustentação a projetos estruturantes, como a criação da Plataforma Anamaco e do Guia Anamaco da Reforma e Construção, iniciativas que visam gerar informação qualificada, orientação prática e mais competitividade para o varejo de material de construção.
Um avanço relevante foi a criação do comitê voltado aos Programas Setoriais de Qualidade (PSQs). Hoje, reunimos representantes dos principais programas do país, sindicatos, associações e entidades do setor produtivo em um grupo de trabalho dedicado a estudar como ampliar a divulgação e a efetividade desses programas dentro do varejo.
Estamos falando de PSQs de tubos e conexões, argamassas e rejuntes, metais sanitários, telhas, entre outros. Esse esforço tem um objetivo claro: aproximar ainda mais indústria e varejo, fortalecendo a qualidade dos produtos que chegam às lojas e, consequentemente, ao consumidor final.
No dia 7 de abril, realizaremos um grande painel e workshop para apresentar um projeto integrado, unindo os Programas Setoriais de Qualidade e o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat). A partir desse encontro, iniciaremos o lançamento de ações em todas as Acomacs do país, levando esse conteúdo diretamente aos lojistas.
Esse movimento de fortalecimento institucional se soma a outras agendas importantes, como a chegada da Feicon Rio, em outubro, ampliando oportunidades de conexão e negócios para o setor de material de construção.
Seguimos trabalhando para que o Sistema Anamaco seja, cada vez mais, uma entidade construída em rede, com decisões compartilhadas, parcerias sólidas e foco no fortalecimento do varejo em todo o Brasil. É assim que acreditamos no crescimento sustentável do nosso setor – juntos, com diálogo, participação e visão de futuro.
Julio João Pereira
CEO do Sistema Anamaco
