O layout de uma loja de material de construção precisa ser planejado estrategicamente para equilibrar a exposição de milhares de itens de diferentes tamanhos, facilitar o autoatendimento e conduzir o cliente por uma jornada de compra que favoreça o aumento do ticket médio.
Um espaço bem planejado transforma o ponto de venda em um ambiente mais intuitivo, facilita a localização dos produtos e pode reduzir a necessidade de suporte constante da equipe. Ao mesmo tempo, uma boa organização cria oportunidades para apresentar outras categorias e estimular compras por impulso.
Para isso, é importante considerar o comportamento do consumidor e dividir a loja em zonas estratégicas, como áreas quentes, de transição e frias. Essa estratégia independe das dimensões do estabelecimento e deve fazer parte do planejamento de marketing e expansão da loja.
Como distribuir os setores da loja?
Cada área do estabelecimento pode desempenhar uma função diferente na jornada do consumidor. Por isso, a distribuição dos setores deve levar em consideração tanto o fluxo de pessoas quanto as características dos produtos.
- Entrada e lado direito: aproveite a área nobre
Ao entrar em uma loja, o consumidor tende a olhar e caminhar para o lado direito. Por isso, essa é uma área nobre que pode ser aproveitada para produtos de alto apelo visual e para a apresentação de mostruários. Revestimentos cerâmicos, louças sanitárias e iluminação decorativa são algumas possibilidades para esse espaço. Uma ilha de ofertas sazonais também pode ser utilizada para chamar a atenção do consumidor logo na entrada.
- Centro da loja: organização e facilidade de acesso
O centro da loja pode ser destinado a materiais de média procura que exigem gôndolas organizadas e uma disposição que facilite a busca. Materiais hidráulicos e elétricos são exemplos de categorias que podem ocupar essa área.
- Fundo da loja: áreas de destino
No fundo da loja podem ficar setores como caixa, balcão de atendimento e expedição.
Produtos pesados e ferramentas costumam estar relacionados a compras planejadas. Ao posicionar essas categorias em áreas de destino, o cliente precisa percorrer uma parte maior da loja para chegar até elas, aumentando sua exposição a outros produtos durante o trajeto.
A estratégia de venda utilizada no “Efeito Lego”
Outra possibilidade de trabalhar o layout é utilizar o chamado “Efeito Lego”. A estratégia consiste em agrupar produtos complementares para que a compra de um item faça o cliente lembrar de outros produtos que também pode precisar.
A lógica é aproximar produtos que fazem parte de uma mesma solução, facilitando a identificação das necessidades relacionadas à compra principal. Na seção de pintura, por exemplo, tintas decorativas podem ser posicionadas próximas de rolos, pincéis, fitas crepe, lixas e bandejas.
No setor de banheiro, chuveiros podem ser expostos ao lado de resistências sobressalentes, fitas veda-rosca e conectores elétricos. Na jardinagem, vasos podem ser dispostos junto de terra vegetal, fertilizantes, pequenas pás e regadores.
Ao encontrar esses produtos próximos uns dos outros, o consumidor visualiza com mais facilidade os itens que podem complementar sua compra.
E, para quem quer buscar referências, vale observar como os 20 primeiros colocados do Ranking Brasileiro trabalham a exposição dos produtos. Vende mais e perde menos quem aplica boas estratégias de layout.
Felix Reis
Gestão e Marketing para o Varejo
Especialista em Projetos e Layout de Loja
