Empreender no Brasil é viver um ciclo diário cheio de desafios. O empresário convive com uma série de obrigações, responsabilidades e riscos que exigem atenção constante e, muitas vezes, termina o dia exausto.
É uma rotina que desafia a lógica. Entre questões tributárias, burocráticas, financeiras e operacionais, a capacidade de superação é colocada à prova diariamente. Trata-se de uma persistência contínua que, em determinados momentos, pode até parecer sem sentido.
No entanto, essa jornada ganha uma dimensão mais ampla quando refletimos sobre o papel que a empresa desempenha na sociedade.
Como destaca um texto publicado no portal Migalhas, a empresa não é apenas um meio de acumular riquezas. De acordo com o artigo 170 da Constituição Federal de 1988, a atividade empresarial também exerce uma importante função social.
Muito além dos interesses do empresário
Manter uma empresa não significa apenas proteger o empresário, mas também preservar tudo o que está relacionado a ela. Quando uma empresa permanece ativa, ela:
- Garante o emprego de trabalhadores;
- Paga fornecedores e gera renda na cadeia produtiva;
- Recolhe impostos que financiam o Estado;
- Promove o desenvolvimento regional e a riqueza circular.
O fechamento de um negócio nunca acontece sem consequências. Seu impacto negativo se estende para além da empresa, afetando trabalhadores, fornecedores e toda a comunidade ao seu redor.
Por isso, a capacidade de superação que o empresário exerce diariamente não é um luxo, mas uma necessidade. É ela que ajuda a sustentar empregos, movimentar a economia e manter comunidades inteiras em atividade.
Que a complexidade do cenário atual nos leve a buscar estratégias inteligentes e união, sem perder de vista o valor real e constitucional de quem move a economia do país.
Luiz Augusto Gonçalves Barbosa
Presidente Acomac SP
