Por Cassio Tucunduva
As discussões envolvendo o possível fim da escala 6×1 têm mobilizado diferentes setores da economia e ampliado o debate sobre relações de trabalho no Brasil. Trata-se de um tema legítimo, relevante e que merece atenção. Mas também exige responsabilidade, equilíbrio e, principalmente, uma análise conectada à realidade das empresas brasileiras.
No varejo de material de construção, essa preocupação é ainda maior. Somos um setor formado, em sua maioria, por pequenas e médias empresas, que dependem de operação contínua, atendimento presencial e equipes estruturadas para manter a atividade econômica, gerar empregos e atender a população diariamente.
Existe uma distinção importante que precisa ser colocada de forma clara: jornada de trabalho e escala de trabalho não são a mesma coisa. Essa reflexão tem sido recorrente nas discussões conduzidas pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços e pela Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, espaços em que o setor produtivo vem buscando aprofundar o debate de maneira técnica e responsável.
É justamente pela relevância e complexidade desse cenário que o Sistema Anamaco decidiu promover, no próximo dia 14 de maio, o webinar “O Impacto da Escala 6×1 no Varejo de Material de Construção: Produtividade, Mão de Obra e Desafios Institucionais”. O encontro reunirá representantes de diferentes frentes do setor produtivo porque entendemos que esse não é um debate que pode ser conduzido apenas no campo ideológico. Ele exige dados, experiências práticas, visão institucional e responsabilidade com os empregos e com a sustentabilidade das empresas brasileiras.
Entre os participantes confirmados está Leonardo Miguel Severini, uma das lideranças que vêm participando ativamente das discussões nacionais sobre relações de trabalho e produtividade. À frente da UNECS e da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Leonardo tem reforçado a importância de separar o debate político do debate técnico, considerando as particularidades de cada setor econômico e a realidade operacional das empresas.
No Distrito Federal, outro nome que acompanha de perto os reflexos dessas pautas é a presidente da Acomac DF, Siomara Damasceno. Presente semanalmente nos almoços-reunião promovidos pela Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, em Brasília, Siomara acompanha diretamente os impactos das discussões legislativas sobre o varejo de material de construção, contribuindo para fortalecer o diálogo entre o setor produtivo e os espaços de decisão política. Também participará do webinar Luiz Augusto Gonçalves Barbosa, presidente da Acomac SP, ampliando a representação do varejo paulista dentro dessa discussão.
Entre os convidados o webinar contará ainda com a participação do professor Joaquim Ramalho, palestrante, economista, especialista em finanças e fundador da primeira Universidade Matcon, trazendo uma visão técnica sobre produtividade, gestão e os reflexos econômicos que mudanças dessa natureza podem gerar nas operações do varejo.
A presença dessas lideranças e especialistas busca ampliar a visão sobre os impactos reais dessas propostas dentro das lojas, das operações e da dinâmica do varejo brasileiro.
O setor produtivo não pode se omitir quando temas estruturais entram em pauta. Precisamos participar das discussões, apresentar a realidade das empresas e contribuir para soluções equilibradas, que avancem nas relações de trabalho sem comprometer a capacidade de geração de empregos e o ambiente de negócios no país.
Mais do que um webinar, este encontro representa a responsabilidade do associativismo em promover diálogo qualificado, escuta institucional e construção coletiva em torno de temas que impactam diretamente o presente e o futuro do varejo brasileiro.
Espero vocês neste importante debate para o setor:
• 14 de maio de 2026
• Das 18h às 20h
• Plataforma Google Meet
• Evento gratuito
Cassio Tucunduva
Presidente do Sistema Anamaco
